Um dia um notório membro dos ancestrais cornóides tarantelos imergiu mais profundamente em seus pensamentos. Disfórico, como sempre, se entristecia, mas não via possibilidade de maior enfoque e resolução de sua mente dispersa.
Foi então que comeu manga, sugestionado por impulsos neurais bem profundos que somente foram possíveis dado seu estágio de proximidade com o interior do seu esqueleto capacete encefálico.
E desde então estabeleceu um pensamento inexplorado:
Não anda de moto. Mas adoraria ser independente em certas ocasiões.
E com a claridade a rondar suas trevas existenciais, avivou a possibilidade de adquirir uma lambreta.
Obviamente, a partir deste dia, sempre que pode, come manga.

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