
Rhusta não teme os becos escuros.
Muito menos hesita quando vê uma sombra se aproximando.
Também não acredita em seres imaginários com fazendas de formigas.
(Não se acha um fantoche nas mãos de seres supremos - um supremo de frango, a propósito, le gusta...).
Mas no mundo subterrâneo não liga se uma lacraia cruza o seu caminho.
Talvez pense em comê-la para enriquecer seu cardápio protéico.
E quando centopéias pré-históricas gigantes lhe oferecem um abraço, fecha os olhos e usa seu desenvolvido mecanismo de pensamento-transporte.
Este flagrante representa um momento em que dispensa seus métodos cerebrais avançados de desobstrução pluriforme.
Ele se vê onde queria estar.
E permanece ali.
Imerso no submundo das pastilhas e botões de camisa.
Entorpecido pelo odor do ozônio das trovoadas recentes.
Suspenso da gravidade a achatar-lhe no asfalto.
Gelatinado por cápsulas de ágar-ágar a encherem seu estômago.
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